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Dermatografismo

O dermatografismo é a forma mais comum de urticária induzida por estímulos físicos. É caracterizada por uma reação rápida de aparecimento de pápulas (por vezes também chamadas de “borbulhas” ou “babas”) e vermelhidão após estimulação mecânica da pele, por exemplo através de fricção ou pressão.

Frequentemente surgem linhas vermelhas, pruriginosas na pele, em locais onde o doente se coçou utilizando as unhas. Pensa-se que afeta aproximadamente 2–5% da população em geral, embora apenas uma minoria apresente sintomas suficientemente graves para procurar ajuda médica. As variantes mais incomodas causam uma comichão intensa e pápulas alguns minutos após a provocação, com sintomas que podem durar mais de 30 minutos, enquanto os casos assintomáticos normalmente consistem em pápulas avermelhadas transitórias sem comichão.

Dados epidemiológicos internacionais recentes encontraram taxas mais elevadas no sexo feminino e em doentes entre os 25 e 60 anos. A atividade da doença pode ser agravada pela ansiedade ou pela ingestão de alimentos (mas nenhum alimento em particular, simplesmente pelo ato de comer) e melhorada com a prática de exercício físico. Uma história de alergia ou atopia, rinite alérgica, asma ou doenças da tiroide são mais comuns nas pessoas afetadas, e a sensibilização a aeroalergénios é também mais frequente que na população geral. A qualidade de vida pode ser significativamente afetada em casos graves.

Tal como em outras urticárias, a causa desta patologia envolve a ativação de glóbulos brancos especializados, chamados mastócitos que produzem e libertam histamina. É difícil identificar a causa desta ativação na maior parte dos casos. Doenças autoimunes, infeções crónicas e alterações da microbiota intestinal foram apontadas como causas possíveis. Esta doença não é provocada por alergia alimentar.

O diagnóstico de dermatografismo é clínico, confirmado por um teste de provocação simples (por exemplo, fricção da pele com uma espátula ou com um aparelho próprio para este diagnóstico). Regra geral, não são necessário realizar testes adicionais ou análises. O tratamento de primeira linha consiste em anti-histamínicos não sedativos, com um aumento da dose até quatro vezes recomendado para casos refratários. Trata-se de uma doença com bom prognóstico que pode durar alguns meses ou, em casos raros, anos, mas que não deixa sequelas nem complicações.

Conteúdo desenvolvido pelo Dr. Pedro Silva, Imunoalergologista do Grupo HPA Saúde 

27 de Fevereiro de 2026